Aprendizagem experiencial e estratégia empresarial

As inovações e melhorias de processos estão relacionadas com a aprendizagem experiencial. Novos produtos e serviços surgem a todo momento influenciados pelo “pensar sobre o fazer”.  Isso é  identificado na prática, com o surgimento de novos negócios. O aplicativo de transporte Uber e da provedora de filmes e séries via streaming Netflix, são exemplos. Esses empreendimentos estão alterando o formato de atendimento das necessidades dos consumidores e a dinâmica do mercado.

Foco em solução e inovação

Identificar problemas e olhar para os fatos com foco em soluções é um raciocínio que faz parte das habilidades humanas. É isso  que  promove os avanços da humanidade e cria produtos e serviços inovadores, que por sua vez, apresentam ciclo de vida cada vez menor. Não há garantias de que uma inovação do presente seja bem aceita no futuro. Novas tecnologias continuarão alterando a forma de atender às necessidades dos consumidores em velocidade ultrarrápida. São exemplos: Inteligência Artificial, novos aplicativos de consumo e a quinta geração de internet móvel, denominada 5G.

Melhoria contínua

Os negócios podem se manterem competitivos e em crescimento incorporando o padrão de pensamento da melhoria contínua às estratégias empresariais. O tempo reservado para criar novas soluções garantem a longevidade do empreendimento, o que é operacionalizado com a aprendizagem experiencial.

Ciclo: agir, analisar, aprender e inovar

A aprendizagem experiencial possui os seguintes princípios: analisar o que se faz, perceber causas e consequências, obter  aprendizados e implementar inovações. Ela é potencializada quando este raciocínio é utilizado para analisar a aplicação de uma nova solução.  Isso se transforma em um ciclo de agir, analisar, aprender e inovar, que, se mantido de forma contínua, eleva o negócio a patamares competitivos com constantes ajustes às realidades do mercado.

Estratégias educacionais

Para incorporar esta estratégia de criatividade, melhoria contínua e inovação aos negócio entra em cena as estratégias educacionais, tanto nas universidades como em treinamentos corporativos, com a função de estimular o mindset de crescimento,  que é  uma atitude mental de pensar em soluções e desenvolver novas habilidades diante da realidade vivida. Isto é operacionalizado na prática  com o método de ensino  denominado Ciclo de Aprendizagem Experiencial – CAE ou conhecido de forma popular como CAV – Ciclo de Aprendizagem Vivencial, o qual foi apresentado pelo teórico educacional David Kolb em 1986 em seu  livro Experiential Learning.

O Ciclo de Aprendizagem Vivencial

O ciclo é composto por quatro etapas. A primeira delas é chamada de Experiência Concreta, que é quando a ação planejada é  colocada em ação, seguida pela Observação Reflexiva, trazendo à consciência como os fatos  ocorreram na experiência e fazendo as devidas análises, que fornecerá  subsídios para Conceitualização Abstrata, que é o momento de chegar a conclusões, aprendizados, perceber causas, consequências e obter insights, que proporcionarão  informações coerentes para dar suporte a última etapa, que é a Experimentação Ativa com o objetivo de planejar a aplicação de soluções inovadoras ou que possam melhorar  a ação realizada anteriormente. O Ciclo de Aprendizagem Experiencial se repete ao aplicar a nova ação, proporcionando melhorias e inovações contínuas.

Os métodos de ensino de instituições que preparam pessoas para o ambiente corporativo e as estratégias dos negócios, têm um ponto em comum: a aprendizagem experiencial. Quando estão integradas, formam profissionais  preparados para buscarem soluções diante de novas demandas e estimulam cultura organizacional saudável, capaz de se manter competitiva às constantes alterações de cenários.

Autor: Luiz Antonio Tiradentes – Administrador, facilitador de treinamentos e autor do Método Inteligência Comportamental para desenvolvimento de pessoas e equipes.

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